A amizade de Gabriela e Litchele

Gabriela e Litchele

Gabriela e Litchele

“Março de 2007, foi quando conheci a Gabriela Moraes. Era início do ano letivo, escola nova para ambas, no entanto eu já morava em Venâncio Aires e a Gabriela era recém chegada de São Lourenço do Sul.

Quando nos vimos pela primeira vez, parece que tinha sido ‘pavor à primeira vista’. Eu achei ela irritante, parecia que queria ser mais que todo mundo e que sabia mais que todo mundo. Foi passando dias, semanas, meses e nós nunca trocávamos uma palavra sequer, ela ficava em um lado da sala e eu em outro.

No início de dezembro, a turma resolveu se reunir em um balneário do interior, fazer churrasco e nos divertir, porém a Gabriela não tinha como ir até lá. Acho que pensei umas duzentas vezes até decidir se convidaria ela para ir comigo ou não, no entanto eu convidei e ela aceitou. Acho que a primeira vez que nós conversamos por livre e espontânea vontade foi nesse encontro que a turma vez.

Naquele dia a achei simpática, divertida e parceira, tudo aquilo que eu imaginava sobre ela, não passava de ‘imaginação’ mesmo. A partir desse dia passamos a conversar diariamente, descobrimos várias afinidades. Nós gostávamos de praticamente as mesmas coisas, tínhamos uma visão de futuro bem parecida, tínhamos objetivos parecidos e éramos bem determinadas. Nós começamos a combinar de sair juntas praticamente todos os finais de semana, aos poucos fomos trocando segredos, e em cerca de dias, uma já era parte da vida da outra, parecia que nos conhecíamos desde que nascemos, que crescemos juntas e que sempre fomos amigas.

Em 2008, um desastre aconteceu, não seriamos mais colegas. Passamos dias planejando o que fazer para ela passar para minha turma, mas infelizmente não tinha o que fazer, teríamos que conversar somente fora da sala de aula. Então aproveitamos esse tempo, nos falamos todos os dias, e sempre tinha alguma novidade, um problema ou uma alegria para dividir, nós até brigamos e discutimos algumas vezes, mas era difícil ficar sem falar com a pessoa que mais me entendia.

Durante o ano nós saímos praticamente todos os finais de semana, se não era festa, uma estava na casa da outra, fizemos diversas jantas na casa de amigos, entre outros, para nós nunca teve ‘tempo ruim’ estávamos sempre dispostas a se divertir. Planejamos muitas coisas e vivemos grande parte delas.

Este ano, infelizmente não estamos mais tanto tempo juntas, afinal vamos crescendo, o trabalho e os estudos vão se tornando presentes em nossas vidas e então precisamos nos adaptar para conciliar da melhor forma estes fatos com a amizade. Nós nos falamos quase todo dia, mas normalmente por MSN, orkut e celular, para contar as novidades, para os desabafos e conselhos.

Pessoalmente, poucas vezes durante a semana e nos finais de semana, sempre que possível fazemos aquela festa e passamos horas intermináveis conversando. Essa amizade não acaba, não modifica, nem é substituída. As lembranças nunca serão apagadas, as risadas, as conversas e as maluquices serão sempre eternas e a irmandade, a amizade foi está sendo e sempre será sempre a melhor.”

Litchele Jaeger

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