Linguagem acessível para um papo sério

Galera também conferiu a edição do Na Pilha! feita pelos estudantes da Unisc

Na segunda edição do Bate – papo pilhado, promovido pela Folha do Mate através do caderno Na Pilha, com a participação dos alunos de Comunicação Social da Unisc, tivemos um encontro entre especialistas e alunos das 7ª séries das escolas de Venâncio Aires. O evento tem como tema Sexo: que conversa é essa? A partir deste ponto, a intenção é trazer uma palavra de educadores para orientar estes jovens que vivem em uma fase de transição. Nessa conversa é importante frisar que a informação é o caminho para o desenvolvimento da sexualidade.

Os adolescentes precisam estar bem informados para que tenham bom entendimento sobre o assunto. A maneira de obter informação eles já tem. Estão expostos a situações que não compreendem. Portanto, são os pais que tem o papel de orientar o jovem para uma boa educação sexual e deixar claro quais são os valores que a família preza em relação a isso.

O constrangimento é a sensação mais visível na relação pais e filhos quando o assunto é sexo. Para muitos jovens, a referência para tratar sobre o assunto com maior liberdade são os amigos mais velhos ou pessoas mais distantes. É neste momento que a escola ganha relevância em seu dever de educar. Os professores, principalmente aqueles que têm maior relação com o assunto, preenchem a lacuna que a família falha por não ter domínio da maneira mais adequada de tratar o assunto.

Nesta fase, entre os colegas de escola, os jovens falam sobre sexo. Por isso, deve acontecer o estimulo para que os adolescentes estejam cientes da responsabilidade dos seus atos. Exemplos não faltam. Muitos estudantes já presenciaram em sua escola uma das alunas esperando seu primeiro filho aos 15 anos, além de outras situações parecidas. A melhor forma de dizer o necessário ao jovem é usar a sua linguagem. Falar de forma aberta, com franqueza. De uma forma ou de outra, ele descobrirá a verdade caso não esteja convencido das respostas que recebeu às suas perguntas.

São poucos os pais que aconselham seus filhos sobre a melhor forma de lidar com o sexo. A regra é recriminar e dizer: não pode. Com a liberdade de hoje não existe razão para esconder nada. O sexo é comum a todos e deve ser encarado de forma natural. Mas, deve ser entendido como algo muito mais sério que o simples ato sexual, que engloba outros aspectos. O sexo não precisa ser sempre protagonista nas relações. Essa consideração varia conforme o modo de pensar. Pode se tornar fator preponderante para a formação de conceitos como gerador de uma nova família, representação mais profunda de amor e sinal de confiança, já que se trata da abertura de sua intimidade a outra pessoa.

João Cléber Caramez* (joaocaramez@hotmail.com/@joaocaramez)

*João é estudante do Curso de Comunicação Social da Unisc e faz parte do II Bate-papo Pilhado, que ocorre dia 25 de maio, no Colégio Oliveira Castilhos, para estudantes de 7ªs séries

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