O monstro do bullying

Lembro que quando estava na 3ª série, no auge dos meus nove anos, uma colega da mesma idade, furiosa, disse para a professora que iria ‘dar um tiro na minha cabeça’. Confesso que de fato eu deveria ser insuportável (imagine uma criaturinha com duas maria-chuquinhas loiras, que tirava 10 em todos os trabalhinhos e nunca, sob hipótese alguma, desobedecia a professora ou conversava com os coleguinhas em momentos inoportunos), mas a agressividade da menina se deu porque a professora a xingou na frente dos demais e disse ao mesmo tempo algo elogioso para mim.

Conforme crescemos, a hostilidade por parte de três meninas, entre elas a assassina em potencial, aumentou. Lembro que era comum elas falarem coisas ofensivas a meu respeito e tentar gerar intrigas para me desestabilizar.

Por que estou contando isso? Porque a edição do Na Pilha! de amanhã tratará sobre o bullying. Em uma matéria principal, discutimos com profissionais as questões que envolvem esse ‘monstro’ que assusta crianças e adolescentes.

Felizmente, por eu ter uma base muito sólida de casa, os fatos isolados vindos de meninas – que na verdade eram dignas de pena -, não chegaram a me causar prejuízos na vida adulta. Mas nem todos têm essa sorte e a dor de ser excluído, rejeitado ou ofendido pode durar por muito tempo. Para mim, elas não passam de lembranças nítidas. Para outros, elas podem ser ‘monstros’ muito mais cruéis.

Se liga nisso, ok?

Beijosss da Anaa!

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