Autoestima venâncio-airense

E a propósito, o que você tem a oferecer para o município?

Durante uma voltinha para aproveitar o último dia de férias, terça-feira, 1º, conversei com alguém a respeito de Venâncio Aires. Ele se disse surpreso com a visão que os venâncio-airenses têm da própria cidade. Segundo o observador, o pessoal daqui tem baixa autoestima em relação ao lugar onde nasceu ou mora. É como se o município não merecesse ter pontos legais de lazer ou ser destaque como aposta de investimento.
Na hora, apenas sorri e lembrei que o brasileiro parece sofrer desse mal, culpando o país por problemas como corrupção ou má distribuição de renda. Depois, fiquei pensando sobre o assunto. Estava comigo uma amiga que não via a hora de sair de Venâncio. Assim que se formou no Ensino Médio, investiu na busca por uma vaga em universidade federal. Para ela, estudar fora não representava apenas uma oportunidade profissional, mas a chance de ter a vida que sempre quis. Fizemos planos juntas: de programações bacanas, de gente nova, de um país das maravilhas que descobriríamos assim que ela se instalasse no apartamento.
Não demorou para que caíssemos na real. Morar fora tem seus custos. Altos. É preciso redobrar cuidados (e, consequentemente, gastos) para garantir segurança e mais agilidade no trânsito. Os ingressos para as programações bacanas não são tão baratos e “gente nova” nem sempre significa “gente boa” ou “gente a fim de novas amizades”.
Hoje, continuo na turma dos que estão dispostos a conhecer lugares, pessoas e situações. Permaneço no grupo dos que querem ir além. Mas isso não me impede de gostar de Venâncio. Aqui, estou perto  dos familiares, amigos e das muitas pessoas que amo. Posso andar de bicicleta e descobrir roteiros legais. Tenho a chance de me reunir com o pessoal para tomar chimarrão e tocar violão no centro. Entidades com diferentes propostas me oferecem a oportunidade de atuar como voluntária. E seria possível citar outros exemplos.
Com eles, proponho uma nova percepção do município. É uma questão de ângulo, foco, zoom… Afinal, o problema pode nem estar na imagem ou na câmera. O que não rola é permitir que a nossa insatisfação interna se reflita no registro que fazemos do cenário ao redor. Que tal, mudar a visão? A Capital Nacional do Chimarrão pode ter muito a oferecer. Já experimentou para saber o gosto? E a propósito, o que você tem a oferecer para o município?

Flores da Dii!

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