O Rio e o basquete

Precisamos marcar pontos na ocupação do tempo, no esporte, no convívio entre colegas e na descoberta de talentos

É lamentável a tragédia que ocorreu no Rio de Janeiro. Mas vou partir do princípio de que você, leitor desse blog, já saiba sobre as mortes na escola de Realengo. Evitarei, portanto, um segundo massacre e abro mão de fazer a retrospectiva da semana passada. O que pretendo, com esse post, é fazer uma comparação com o que publicamos no Na Pilha!.
Ano passado, fizemos uma série de matérias a respeito do bullying. Com depoimentos de estudantes e profissionais que atuam na educação, nosso desejo foi entender os motivos que levam alguém a praticar ou a permanecer em silêncio quando se torna vítima. Seguindo essa linha, mostramos exemplos de escolas que lutam para combater esse monstro. Mesmo com receio de bancar a “chata-CDF-moralista”, insisti que o tema merecia ser abordado em mais de uma edição. Minha motivação para teimar? Os relatos que ouvi de quem admite cometer sim, agressões físicas e verbais, contra colegas.
Amanhã, por sugestão da Anaa, vamos contar como funciona o projeto Cestinha. Em resumo, são treinos de basquete promovidos em três ginásios de Venâncio. No turno oposto ao da escola, meninos e meninas têm a chance de frequentar, sem custo algum, as aulas ministradas por acadêmicos de Educação Física da Unisc. Além de ocupar o tempo e fazer amigos, eles podem descobrir talentos. Nessa cesta, não há espaço para traumas, inimizades e desejo de vinganças.
É nisso que precisamos investir. Na condição de repórteres, professores, pais… Enfim, como cidadãos. Temos que promover essas iniciativas, conhecê-las, divulgá-las, incentivá-las e ampliá-las. Não acredito em um jornalismo que evidencia as más notícias, correndo o risco de influenciar mentes despreparadas para lidar com apelos sensacionalistas. Defendo, sim, um jornalismo responsável, dedicado a um público que merece conhecimento.
Não podemos inventar matérias e isso bem lembrava um comercial na televisão. Mas podemos ficar atentos ao que acontece de bacana e transmitir isso aos nossos leitores. Em meio a toda essa dor que meus colegas de profissão reproduziram nesses dias, me sinto aliviada e bastante feliz. Estou grata por saber que ainda podemos pilhar no polo positivo.

Tags:

Uma resposta to “O Rio e o basquete”

  1. PH Says:

    Parabéns para esta belíssima equipe, consciente do dever cumprido, este espaço no jornal, só abrilhanta a cada edição o trabalho de um repórter de bom cárater e dedicado como é o caso de vcs, continuem assim levando a informação e despertando em todos o gosto pela leitura, a sociedade sabe e sta de olho no belíssimo trabalho que deve continuar, torço pela esta equipe maravilhosa, abraços.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: