Dúvidas sobre casamento? A profissional responde!

A psicóloga Mara Lawal tira dúvidas sobre casamento

A psicóloga Mara Lawal tira dúvidas sobre casamento

 

Neste Dia dos Namorados o Na Pilha! traz o exemplo de jovens que decidiram se casar. Mas como esse assunto é amplo, sempre ficam algumas dúvidas e o Na Pilha! conversou com a psicóloga Mara Lawall, em busca de algumas respostas. Ela relata que o casamento é uma relação de troca, onde ambos devem estar dispostos a ceder, negociar, reavaliar seus comportamentos e atitudes para que possa promover crescimento tanto pessoal quanto conjugal. “Casamento é uma instituição que continua perpetuando, embora em transformação, já que hoje muitos casais passam a morar junto sem oficializar a relação”, cita. A profissional aponta que isso favorece relacionamentos menos duradouros, mas, nisso tudo, é superior o desejo de procriar e assumir-se como pai e mãe, papéis que exigem responsabilidade e maturidade.

Na Pilha! – Existe idade para casar?

Mara Lawall – Acredito não existir uma idade certa para casar, existe, sim, um determinado momento em que o sujeito estaria mais preparado para assumir uma relação, com maior responsabilidade e comprometimento. Este momento perpassa o que é da necessidade individual do ser humano, passando, então, a existir uma necessidade de se completar no outro, sendo que isto vai além da atração física; casar vem como uma possibilidade simbólica de significar o sentimento de amar e ser amado, podendo compartilhar com o outro os mais diversos momentos da vida.

NP – A união na adolescência é válida? Por quê?

ML – A adolescência é um momento de suma importância, constituindo-se numa espécie de estágio para a fase adulta. É o momento de planejar, criar expectativas, se preparar para as responsabilidades futuras, como por exemplo, o casamento. Então, o legal seria que os jovens aproveitassem esta fase para namorar, poder conhecer sua “cara metade” sem pressa para depois, ao estabilizar a relação, poderem suportar as dificuldades x diferenças, que em maior ou menor dose, serão inevitáveis. Pensar que sexo vai resolver todos os problemas da relação é imaturidade, sendo necessário, acima de tudo, respeito e companheirismo. Frejat, em sua música ressalta “…e eu vou tratá-la bem, para que ela não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos”. A relação sexual deveria ser o momento de fechamento da intimidade do casal, intimidade esta que fala de surpresas agradáveis, palavras e gestos carinhosos, cuidados com o outro… A vida a dois precisa ser alimentada, nutrida e cultivada, para que possa se fortalecer e amadurecer.

NP –  Como explicar o sentimento à família?

ML – Penso que nem sempre a vontade de casar é suficiente para uma relação conjugal dar certo. Em nossa sociedade, existem alguns rituais de passagem para a fase adulta, sendo o casamento e/ou união estável um deles. No entanto, considerando que os jovens, muitas vezes, são impulsivos e buscam satisfações imediatas, estando apaixonados, pensam que precisam logo assumir a relação via casamento, podendo este ser um comportamento egoísta e possessivo, numa insegurança e necessidade de auto-afirmação. Os pais precisam estar abertos para receberem toda a comunicação que puderem por parte do adolescente, respeitando e valorizando seu sentimento, mas sem abrir mão de sua maturidade adulta para poder orientar o filho da responsabilidade que esta decisão representa; faz grande diferença a família estar disponível para pensar com o jovem se este é realmente o melhor momento para esta decisão ou se não vale a pena se preparar melhor, desenvolvendo uma independência saudável e, daí sim, poder investir num relacionamento feliz e duradouro.

NP –  E quando é a família que força a barra?

ML – Os pais normalmente sonham com um futuro feliz para seus filhos, porque desejam o melhor para eles e, dentre estas expectativas, está também o casamento. Alguns fazem planos para seus filhos, projetando neles seus próprios desejos e se autorizando, portanto, a desejar por eles. Contudo, somente os filhos é que poderão desejar e realizar por si. Os pais podem e devem orientá-los, para diminuir os riscos e facilitar o processo, mas quererem forçar a barra e escolherem pelos filhos (melhor momento, melhor companheiro(a), normalmente não funciona. Aí vai uma dica: “Importante poder casar porque se ama e não ter que se amar porque casou”, então, cada um deve decidir por si e se responsabilizar pela sua escolha, o que torna o risco de quebrar a cara bem menor. Casar é ter um projeto em comum e, para dar certo, é necessário que “o casal” invista nesta relação. 

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