Da ‘caliente’ Colômbia para o frio Gaúcho

Nathalie Lara Nora e Nathalie Gallo

Nathalie Gallo e Nathalie Lara Mora enfrentaram muito mais do que 10 horas de viagem para chegar à Venâncio Aires. As garotas colombianas estão no Brasil através do programa ‘Cidadão Global Educacional’ que faz parte da Aiesec, vinculada a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Este é um intercâmbio de cunho voluntário e social. As intercambista estão realizando atividades no Colégio Gaspar Silveira Martins. O objetivo é desenvolver a sensibilidade cultural e capacidades pessoais delas, por meio do desenvolvimento de projetos que tenham impacto nas comunidades e na consciência das meninas.
Estão há uma semana na cidade, por isso se sentem um pouco ‘desloucadas’. Para essa semana elas esperam estar mais organizadas. “Vamos estar mais eficientes”, brinca a Gallo (vamos diferenciar as meninas pelos sobrenomes, certo?). Elas não tiveram muito ‘contato’ com o município ainda, mas contam que já provaram o chimarrão. “Eu não gostei muito, é amargo. Já a Nathalie gostou e toma as vezes”, diz Mora. “Queremos conhecer a cidade e lojas para comprar..”, Gallo mostra seu casaco, o Na Pilha! deduz que querem conhecer lojas de roupas.
As meninas tem um pouco de dificuldade com a língua, pois muitas palavras são parecidas e as vezes tem o sentido diferente. “Quando cheguei em Porto Alegre, um cara chegou em mim oferecendo Bergamota, me senti ofendida. Lá no meu país Bergamota é outra coisa”, lembra Gallo e agora se diverte com a história. Ainda, ela conta que ‘acha’ que manja tudo da língua portuguesa. Ela tenta conversar com as crianças da escola, só que muitas vezes eles não a compreendem. Mora afirma ter se surpreendido com os pequenos do colégio, “são muito maduros e tem interesse em diferentes línguas”, define.
Papo vai, papo vem… Logo as meninas se soltam e começam a brincar com a forma de falarmos mãe, pão, coração, entre outras palavras que terminam com ão e principalmente com a forma que os gaúchos pronunciam o ‘r’. “É um jogo de palavras”, brinca Gallo. Ainda pedem para a pilhada Giiu explicar a diferença de ‘vó’ e ‘vô’. “Ah, vó é aberto e vô é fechado”, se maravilham ao descobrir que um é termo feminino e outro masculino. Entre essas confusões de palavras, Gallo conta que quando chegaram em Santa Cruz, lhe avisaram que no sábado iriam para a Moove (balada de Santa). “Eu fiquei sem entender. Ã? Assistir filme no sábado a noite?”, lembra a cena ilaria.
Algo que lhes chamaram atenção foi que a família almoça reunida, pontualmente ao meio dia (ou às 11h30min, 12h30min…). “Na Colômbia só nos reunimos para almoçar no domingo”, conta Gallo pois lá, cada um tem seu próprio horário. Já Mora conta que achou diferente o modo de como as pessoas daqui comem. “Estranhei muito a maneira de como vocês usam a faca para cortar a carne”, diz Mora.

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