A Justiça entrou em ação

Páginas ilustrativas do aplicativo

Páginas ilustrativas do aplicativo

Nos últimos dias, os aplicativos tem ganhado grande repercussão no blog do Na Pilha!. Para não ser diferente, e para não sair dessa discussão – que pelo visto será longa -, vou compartilhar com vocês as últimas informações que estão rolando na mídia. Já viram? Se não, confiram aí:

Depois do Lulu, o Tubby (aplicativo no qual os homens avaliam as mulheres) está fazendo sucesso no Brasil. Mas, para a alegria das mulheres, o juiz da 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Minas Gerais, emitiu uma liminar que proibiu na quarta-feira, 4, o aplicativo de ser disponibilizado no Brasil. Por isso deve ser retirado de circulação no país em até cinco dias.

O juiz entendeu que o aplicativo destinado à avaliação das mulheres é ofensivo. O magistrado determinou multa de R$ 10 mil por dia, caso ele seja mantido.

Mas para quem pensa que apenas as mulheres vão se livrar dessa, o Lulu (aplicativo que avalia os homens) e o Facebook também estão na ‘mira’ da Justiça. Isso porque a rede social e a empresa seriam capazes de ofender direitos de personalidade de usuários do sexo masculino através do aplicativo.

Pra entrar na onda, baixei o aplicativo depois de muito ouvir sobre ele. – Juro que esperava muito mais – Mas, para ser mais clara, o ‘app’ é composto por vários garotos que não conheço e também alguns conhecidos, e eu, metida, encarei a avaliação de uma pessoa que já tive contato e a avaliei. Fui gentil, claro!

Para quem não sabe ou não tem o ‘Lulu’, ele funciona da seguinte forma: semelhante a uma página ‘home’ ele mostra os ‘top avaliados’. Conectado diretamente ao Facebook em anônimo, a avaliação é feita em etapas. Primeiro, é preciso dizer de que forma se conhece a pessoa (amigo, conhecido, ficante, namorado, ex, etc.), as perguntas são diferentes conforme a primeira opção, caso a escolha seja pela opção ‘amigo’ as próximas perguntas serão mais leves. Mas, caso optar pela opção ficante, as coisas mudam. Ouvi de pessoas conhecidas que ele é um pouco vulgar com algumas perguntas (bingo!), e é por isso que vem gerando tanta polêmica.

É neste momento que paro para pensar: como as pessoas são úteis para inventar aplicativos, não é? (Podem ler em tom de ironia mesmo.) Tantos ‘apps’ úteis já foram criados e, até agora, nenhum para brincar com a imagem de ninguém. (Tudo bem, é tudo brincadeira, mas até que ponto?) Reflitam comigo: o que leva uma pessoa comum, dedicada ao trabalho (que seja criando aplicativos), a dedicar um grande tempo para criar um aplicativo assim?

Não que esteja discriminando ou julgando (lembrem, baixei também) mas até onde nós, seres humanos, precisamos ser avaliados assim? Se somos bons amigos? Se dormimos de maneira correta ou não? Se somos bons ou ruins em tal coisa? Se temos educação? Gente, tem umas das perguntas que questiona até com que frequência (em nossa visão) o avaliado compra roupas!

Ninguém gosta de receber críticas, mas até que ponto ser avaliado anonimamente é bom e, no mesmo momento, estar exposto para todas as garotas/garotos que usam o ‘app’?

Sorrisos da Ana Carolina!

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Uma resposta to “A Justiça entrou em ação”

  1. Alexandre Says:

    e o pior de tudo é a mensagem clara de que a mulher pode tudo e o homem não, a justiça proibiu a versão masculina antes mesmo de ser lançada, e a versão feminina está ai funcionando na boa, eu não gosto desse tipo de aplicativo, mas se é pra liberar para mulher que libere para os homens tb.

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