Papo Cabeça: a busca pelo corpo ideal

É verão e início do ano, uma combinação que faz muita gente, literalmente, ‘correr’ atrás da boa forma. E quando o assunto é esse, pode-se dizer que tenho experiência. Explico: uma genética ruim (sorry, family) e gostos gastronômicos açucarados já me fizeram investir muito em dietas. A maioria, lógico, sem bons resultados.

Tenho lembranças remotas de uma dieta feita em 2003, quando contava as calorias de cada item que ingeria, não ultrapassando as 800 calorias diárias (o normal varia para cada pessoa, mas gira em torno de 2 mil). Um ano depois, tive uma fase em que chegava a passar um dia com um copo de leite. Nem preciso dizer que quase morri de fome e que o regime não durou muito.

Mas o drama master ocorreu entre 2011 e 2013, quando incorporei ‘a ultra chata que não comia nada que não fosse integral ou light.’ Tudo começou em janeiro de 2011, quando soube a data das fotos pré-formatura. Nem preciso dizer que me deu um pânico total, afinal, eu estava uns bons quilos acima do peso considerado ideal e as fotos, fofas, iam entregar isso. Logo cortei as bombas calóricas e passei a me exercitar; em março, já estava com um peso considerado super bacana para o meu histórico, estilo de vida e estrutura corporal: 58 quilos.

Ao invés de me dar por satisfeita, no entanto, achei que ainda podia perder alguns quilinhos. Continuei com a dieta e os exercícios e, em agosto, recebi o diploma com quatro quilos a menos. Nessa fase já estava com 54. Bom, agora, eu teria que me dar por satisfeita, não é, mesmo? Afinal, já estava com um peso que não tinha desde, sei lá, meus 12 anos.

Acontece que nesse meio tempo passei a ‘devorar’ publicações sobre alimentos saudáveis, ganho de massa magra e tudo o mais que fosse necessário ingerir ou fazer para ter uma vida saudável. Veja bem: eu fazia sete refeições por dia e me exercitava diariamente, afinal, essa era a cartilha para uma vida bacana. Mas como tenho tendência a ser muito disciplinada, obviamente exagerei na dose e os quilos não paravam de diminuir sempre que subia na balança. Em março de 2012, um ano e dois meses após iniciar a dieta, estava com 49 quilos (pausa para vocês ficarem chocados).

Essa pessoa sequinha aí sou eu, com 50 quilos. Sei que muita gente saudável tem esse peso, mas para meu histórico, é algo bem anormal.

Essa pessoa sequinha aí sou eu, com 50 quilos. Sei que muita gente saudável tem esse peso, mas para meu histórico, é algo bem anormal.

Para encurtar a história, depois de muita pressão familiar, fui voltando, aos poucos, a ser uma pessoa mais equilibrada. Meu período crítico passou e recuperei uns bons quilos. Com eles, vieram também a alegria de viver de forma mais leve e sem tanta pressão. Hoje, acho que finalmente consegui um estilo de vida que me deixa de bem com o espelho, comigo mesma e com as pessoas que convivo.

Ainda prezo pelos alimentos mais saudáveis (frituras e refrigerante não passam nem perto), mas não deixo de comer umas boas fatias de cuca de figo (feita pela minha avó e saída quentinha do forno) nos sábados à tarde; ou repetir a lasanha preparada pelo meu pai nos almoços de domingo. Ainda procuro me exercitar diariamente, mas não o faço mais porque preciso eliminar 500 calorias por dia, e sim, porque gosto de ter meu corpo em movimento.

Por que estou contando tudo isso? Primeiro, porque sei o quanto as gurias (e os guris também) se sentem pressionados em ter um corpo ideal. E acredite, não são só as meninas com tendência a engordar que não se curtem. Conheço muita garota com corpo de modelo cujo sonho é colocar silicone, por exemplo. Por isso, resolvi compartilhar a minha experiência, para que, quem sabe, algumas pessoas se identifiquem e também consigam ir atrás do equilíbrio.

Abaixo, segue uma montagem com fotos de diferentes períodos (sim, efeito sanfona, a gente vê por aqui). Tentei achar fotos com poses semelhantes (o que explica a presença do ‘namor’ em todas elas), para que fosse possível notar a diferença:

evolução_ana

Também contei tudo isso, para divulgar a nova seção do Na Pilha!, a qual será publicada a partir do dia 28 de janeiro, quando veiculamos nosso caderno de número 250. Chamada ‘Papo Cabeça’, a seção vai abordar temas que geralmente incomodam a gente, como corpo e relacionamentos. Será uma coluna opinitiva, então, vai ter a minha visão sobre as coisas. Os leitores, claro, estão mais do que convidados a participar!

Beijosss da Anaa!

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